Crochê Irlandês E Renda Irlandesa... São A Mesma Coisa ?

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016 5 comentários



Bom dia pessoal..
O post de hoje fala um pouco sobre a diferença ou
deveria dizer "diferenças" entre um trabalho chamado Crochê Irlandês
e
outro chamado Renda Irlandesa....
Como disse "um pouco", visto que não sou expert nem em um assunto
nem no outro..
Recebo, e ontem mesmo recebi novamente mensagens me perguntando
se eu faço Renda irlandesa..
Claro..respondi que não.
Eu teço Crochê Irlandês..
E noto uma frequente confusão entre estas duas técnicas por parte de quem me escreve..
Falando a grosso modo sem entremear demais..
Crochê Irlandês se tece com linha de algodão fina,e agulha de crochê fina,
naturalmente com aquele ganchinho..
(sendo um pouquinho mais específica pois há quem não conheça nossa amiga de trabalho...)
Fazemos diversos "motivos"
que nada mais são do que as pecinhas tecidas uma a uma
sejam elas, flores, folhas, botões, formatos abstratos, formatos redondos, quadrados enfim...
Os temas poderão ser os mais variados..
E que após dispostos sobre um molde, são conectados através de uma rede,
Onde tudo fica unido..
Estas redes também são feitas com a linha fina e a agulha idem.
Em geral os tradicionais crochês irlandeses eram tecidos em branco, ou cru..
Nada impede que possam ser tecidos em cores...
Desde que sejam fios finos tendo então a característica de "renda"...

detalhe.. eu disse "característica"..
Vamos entender o significado de renda?
Entre outros extrai este que serve muito bem ao que estamos falando aqui:

 Tecido transparente de malha aberta,
fina e delicada, formando desenhos variados come entrelaçamentos de fios de linho, de seda,algodão, ouro,etc.
Aplicado como guarnição de vestidos, alfaias,paramentos etc.

Ou seja, para ser fino delicado terá de ter esta característica..
Mas dizer que o crochê ficou "uma renda" não está dizendo que é "Renda Irlandesa"
É apenas uma forma de expressar-se...
E a Renda Irlandesa se tece com agulha "de mão"
Usa-se um lacê, e tece-se assim fazendo os contornos dos desenhos no molde..
Que em geral vejo-os sendo feitos em papel grosso e até plástico grosso
(daqueles que vemos nas embalagens de ração animal) sendo feitos também..
Como disse acima não sou expert, nem em uma nem em outra técnica..
Sou uma eterna aprendiz e curiosa....
mas basta uma pequenina busca na net, um estudo de pouco tempo
para entendermos que são trabalhos completamente diferentes....
Entender, aprender e difundir a informação correta é sempre bom não é?
Encontrei  ESTE LINK
com um dossiê maravilhoso da Renda Irlandesa,
que é patrimônio imaterial da cidade de Divina Pastora no Sergipe .
Simplesmente divino este trabalho!
Uma leitura maravilhosa, que enriquece nosso saber..
Uma lástima que na classe das artesãs (o) poucos se esmeram em leituras longas..estudos frequentes enfim..
isso certamente se reflete no trabalho que fazemos..
Naquilo que oferecemos a nossos clientes..
estudar é sempre bom!
Está aí uma técnica que ainda ei de ter
a oportunidade de aprender!
Pois a beleza é única!
Vejam abaixo este Doc do Iphan onde mostra algumas MARAVILHOSAS ARTESÃS
que sim tecem renda Irlandesa...
Sou apaixonada por este trabalho..






Acho que mesmo não aprofundando muito no assunto, deu para notar que são trabalhos belíssimos, raros luxuosos...
porém......
um é alho e outro é bugalho.
O vídeo é delicioso de se assistir vale a pena.....
O meu muito obrigada a todos que visitam o blog, se desejarem comentem, se souberem de mais detalhes
que sejam  enriquecedores a este texto, por favor deixem nos comentários..
Enriquecimento e estudo é tuuudo de bom..
Um ótimo carnaval a todos...
Até a próxima.




5 comentários:

  • Maria Helena Laport Castelo Branco Perez disse...

    Trabalho belíssimo, indescritível.
    Aprender a fazer renda irlandesa é, para as mulheres de Divina Pastora, uma possibilidade que se coloca cedo em suas vidas. É quase um dado que se inscreve naturalmente em sua biografia. Nascem e crescem vendo parentes e vizinhas às voltas com a renda e são também incentivadas a aprender. E aprendem ainda com pouca idade. Muitas delas, sobretudo as mais velhas, aprenderam antes dos 10 anos, pois essa é uma habilidade que, preferencialmente, se aprende quando criança ou adolescente.
    Contam que a origem dessa renda europeia na região remonta ao século 19 com Ana Rolemberg, que havia aprendido a técnica de Violeta Sayão Dantas. Júlia Franco, que aprendeu com Ana, transmitiu-a a três mulheres: Marocas, Ercília e Sinhá, que foram responsáveis pela transmissão do conhecimento a gerações de artesãs. Hoje, há rendeiras por toda a cidade, e é possível encontrá-las imersas no ofício em grupos ou sozinhas, na porta de casa ou nas praças.
    Obrigada por compartilhar conosco, cultura e conhecimento.
    Mª Helena



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  • IVELISE disse...

    @Maria Helena Laport Castelo Branco PerezOlá Maria Helena, muito obrigada por sua visita e seu comentário que enriqueceu muito o post. eu ão sou de Divina Pastora e não tive a sorte de ter alguém que me ensinasse entretanto desejo sim um dia vir a aprender esta arte.. Tomara que esta oportunidade aconteça em minha vida.. As artesãs de Divina Pastora são anjos que tecem sonhos com as mãos....Um forte abraço e volte mais vezes aqui....

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